dia 6
22:09
é noite

é engraçado como quando tudo parece tomar um sentido maior, eu vou e bagunço tudo.
é assim que eu tava me sentindo quando sentei pra fumar esse cigarro. eu não tava conseguindo ver sentido (nem em fumar, nem em mim, nem nesse blog, pra ser bem sincera).

e aí, eu me senti diferente. mas não é bem isso. eu não me senti diferente.
eu me senti.

de repente as coisas não faziam mais sentido. o mundo lá fora, os barulhos, vocês. essas imagens no meu ‘cinzeiro’ que não querem dizer nada, ainda que me gritem algo. o mundo de fora. eu não sou nada disso.

o que eu sou é muito maior. levei um susto ao perceber que o que eu sinto é ainda maior do que o que eu penso.
e eu sorri.

queria guardar esse momento pra sempre.




(escrito à contragosto, porque o que eu consigo passar pro “papel” já é menor. e eu não queria voltar à redução)

3 comentários:

  1. eu quase nunca escrevo pensando "quero falar sobre isso", e aí é louco, porque acontece o contrário dessa redução. é como se fosse uma ampliação - uma invenção, talvez. de mim mesma e dos meus sentimentos. como se tudo já viesse escrito.
    não sei. é bem estranho.

    enfim.
    se você não cabe em si mesma precisa transbordar (escreve, escreve). porque é o que nos resta, né? ou transbordar ou explodir.

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  2. Preciso voltar a transbordar.
    Já que nunca consigo explodir, o que não transbordo acaba se perdendo dentro de mim e me levando junto.

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